quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Os livros que li

Quando era criança adorava ver novelas. Adorava esses romances melosos que a protagonista passava a novela inteira sofrendo de amor e no fim se encontrava com seu grande amor e tudo se resolvia. Principalmente as novelas mexicanas onde os personagens têm dois nomes e que nunca combinavam. Sem contar todo o dramalhão que me fazia morrer de rir ou até mesmo chorar quando era bem-feito, claro. Nessa época também gostava de ler romances, dos mais adocicados possível. Depois comecei a ler os contos de Grimm e Andersen, mas tinha total devoção para as histórias românticas. Até que li o livro Éramos Seis, com minhas lentes multifocais e me apaixonei pela história. Era uma leitura obrigatória para a escola, mas antes de ler esse livro estava lendo outra história romântica que quase me deixou com diabete (brincadeirinha, o livro não tinha açúcar). Bom, a coisa foi que tive que ler Éramos Seis em um fim de semana. E como todos sabem, é um livro de mais de duzentas e poucas página. Além do que, ler um livro por obrigação desse tamanho e em apenas um fim de semana era todo um desafio. Passei tanto o sábado como o domingo trancada no quarto lendo. No começo foi um porre, mas com o tempo a leitura foi dando um certo prazer e aí já não podia nem levantar para ir ao banheiro sem o meu livro. Adorei tanto que a noite do sábado para o domingo também quase não dormi, só para não despregar os olhos do livro. Quando terminei de ler não podia controlar meu choro. Parecia que tinha morrido toda minha família junta. Estava desconsolada. Minha mãe veio me tranquilizar e não podia acreditar na tristeza que eu expressava após ter lido um livro. Foi um dos livros que mais gostei de ler para a escola. E olha que houve vários que me emocionaram.

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